sexta-feira, 14 de julho de 2017

Rispa uma testemunha silenciosa

Apesar de  ter pouco ou nenhum controle sobre sua própria vida, Rispa ainda conseguiu manter seu senso de dignidade.✽ Rispa, concubina de Saul que perdeu os filhos 2 Sm 3.7,8; 21:1-14


Rispa, no hebraico significa "pedra quente" ou "carvão" e, em sua vida, com certeza, ela passou por muitas vezes "pelo fogo", pois essa mulher provou de um grande sofrimento em sua vida e deixou-nos um grande exemplo de amor, de coragem, resistência e perseverança, em uma situação que é para uma mãe, a mais terrível: ter seus filhos mortos e por um erro que não foram eles, mas seu pai, o rei Saul, quem cometera no passado.

Já comentamos aqui o quanto vimos a família de Saul inteira sofrer por consequência da desobediência dele a Deus. E, esse episódio, creio que é o mais triste de todos, onde, os dois filhos de Rispa (que era concubina do rei Saul) e ainda, os 5 filhos de Merabe (filha de Saul) serem condenados a morte por conta de uma quebra de aliança por parte de Saul, a qual Josué havia feito com os gibeonitas que era irrevogável, Js 9:15-27, pois Saul não respeitou a aliança e matou vários gibeonitas, assim, ele trouxe uma culpa de sangue sobre si e a sua família.

O tempo passou... e quando Davi já era rei de todo Israel, a nação foi atingida por uma fome de três anos. Davi consultou ao Senhor sobre sobre qual seria a causa da calamidade e teve como resposta que a falta de chuva se devia ao fato de Saul ter quebrado essa aliança com os gibeonitas por ter assassinado vários deles. A lei de Israel preconizava como deveria ser feito "o reparo deste erro na época da lei" (leia Nm 35:33), assim, como o rei Saul já estava morto, a sua descendência pagaria pela rebeldia do pai.

Para minimizar a questão, os gibeonitas pediram a Davi que lhes entregasse sete dos filhos de Saul (filhos aqui, significando descendentes), para que os enforcassem em Gibeá de Saul, então, Davi lhes entregou os dois filhos de Rispa, Armoni e Mefibosete e mais cinco filhos que Merabe teve com Adriel. Os 7 jovens foram mortos perto dos dias em que iniciava a sega das cevadas.

Rispa não teve como impedir que seus filhos fossem mortos, mas ela deixou externalizar todo o seu sofrimento em forma de uma maternidade que não acabou com a morte. Mãe dedicada e inconformada com a situação final em que ficaram seus filhos, ..."ela estendeu para ela um pano de saco sobre uma rocha e, desde o início da colheita até cair chuva dos céus sobre os corpos, ela não deixou que as aves de rapina os tocassem de dia, nem os animais selvagens à noite." (2 Sm 21.10).

Ela ficou ali guardando aqueles corpos até vir a chuva sobre eles e o que ela fez chegou ao conhecimento do rei Davi que mandou providenciar um enterro digno para os restos mortais daqueles homens e ainda para os restos de Saul e Jônata, e só então, depois disso, Deus voltou a trazer o tempo favorável sobre Israel.

A atitude desta mulher nos ensina que não devemos nos conformar em que nossos filhos e nossa família ou parentela fiquem "mortos no pecado" sem fazermos nada. Assim como ela não pôde livrar seus filhos da morte, nós, sabemos que nós "como mães crentes" não salvamos nossos filhos, ou seja, não é o fato de alguém ser filho de crente que o salvará, mas sim, apenas se este receber a Cristo como Salvador! Mas, como Rispa, "num sentido espiritual", precisamos ficar "inconformadas" em ver os nossos sem Cristo, mortos no engano do pecado, e em favor deles, precisamos "estender um pano de saco sobre a rocha", ou seja, nos humilharmos em clamor firmadas na Rocha que é Cristo, e não deixarmos que os nossos sejam engolidos, devorados, pelo mundo, não!

Vamos clamar, vamos nos humilhar, (leia 2 Crõnicas 7.14) que, com certeza, nossa oração chegará aos ouvidos do Rei Jesus e Ele mandará a resposta! As chuvas da Sua Presença virão sobre nós e a nossa família e voltaremos a ver a fertilidade e a prosperidade de Deus em nossas vidas, Deus sarará a nossa terra!



quarta-feira, 12 de julho de 2017

As esposas do rei Davi de Michal à BetSeba



Mical foi a primeira e única esposa singular de Davi. Filha do Rei Saul, casou-se com Davi quando ele ainda não era rei (1ª Samuel capítulo 18, vers. 20 em diante e cap. 19, vers. 11).

Pois bem. Como Saul queria matar Davi porque Deus havia entregue o reinado nas mãos dele, Mical ficou sabendo do plano assassino de seu pai e avisou tudo para ele, que fugiu de madrugada para não morrer e sua esposa ficou, em respeito ao seu pai. Para se vingar, Saul acabou com o casamento entre Davi e Mical, entregando-a para um outro homem chamado Palti. (1ª Samuel, cap. 25. vers. 44).

Mical amava demais a Davi e sofreu muito com a separação. Infelizmente Davi não teve filhos com ela porque o casamento durou pouco tempo.


A segunda esposa de Davi se chamava Abigail. Ora, Abigail foi casada com Nabal, um homem rico e muito avarento que desafiou o rei Davi. Nabal morreu doente e Davi se apoderou da mulher dele e se casou com ela (1ª Samuel cap. 25, versículo 36 em diante).


Desse relacionamento nasceu Quileabe (2ª Samuel, cap. 3, vers. 3).
                                
                                                         
 Terceira esposa de Davi foi Ainoã.  O interessante dessa história é que Ainoã era esposa de Saul (1ª Samuel, cap. 14, vers. 50) e quando ficou viúva, já que Saul se matou, Davi a tomou por mulher (1ª Samuel cap. 25, vers. 43).

Como não podia ser diferente, desse matrimônio nasceu Amnon, a primeira vergonha de Davi (2ª Samuel cap. 3, vers. 2). Amnon cometeu incesto e estuprou a própria irmã Tamá. Por causa disso foi assassinado pelo irmão Absalão (2ª Samuel 13, vers. 7 em diante). Mais um casamento de derrota do rei Davi e o primeiro filho problemático do rei.

O quarto casamento de Davi foi com Eglá e está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 5. O interessante é que a Bíblia não diz como se iniciou esse relacionamento e nem como terminou.

Desse quarto relacionamento nasceu Itreão (2ª Samuel, cap. 3, vers. 5).


O quinto matrimônio de Davi foi com Maaca e está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 3. Desse casamento nasceram dois filhos: Absalão e Tamá. Absalão  foi o segundo filho que envergonhou o pai.

Pois bem. Tamá era uma mulher muito bonita e formosa e foi estuprada pelo irmão Amnon, filho de seu pai com Ainoã. Amnon era o filho mais velho de Davi e possivelmente era quem iria assumir o trono com a morte do rei. Mas essa tragédia já era prevista porque Davi se apoderou da viúva de Saul e por isso coisa boa não poderia vir dessa união.


O rei Davi ficou muito irado quando soube do estupro, mas nada fez porque sempre defendeu o seu filho querido Amnon. Mais outra tragédia familiar estava para acontecer: era a vingança de Absalão.
                                                 


A sexta esposa de Davi se chamava Hagite. Não se tem muita informação desta mulher, mas alguns registros dão conta de que ela era uma dançarina muito bonita e Davi se encantou por ela. O início do relacionamento está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 4

 Desse casamento nasceu Adonias (2ª Samuel, cap. 3, vers. 4). O terceiro filho problemático de Davi. O que tentou se apoderar do trono de Israel quando seu pai estava velho (1ª Reis, cap. 1).


O sétimo casamento de Davi ocorreu com Abital. Esse matrimônio está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 4 e da mesma forma a Bíblia não diz como se iniciou esse relacionamento.

Dessa união nasceu Sefatias (2ª Samuel, cap. 3, vers. 4).
                                           
E por fim, o oitavo casamento de Davi se deu com Betsaba. Essa mulher era esposa de Urias, soldado fiel de Davi e a que mais o encantou. Veja que Davi já havia se casado sete vezes e mesmo assim não era feliz.

De olho no corpo escultural de Betsaba Davi tramou a morte do esposo da mesma (Urias) para enfim, ter relação sexual com ela e depois se casar.

Dessa relação sexual ilícita nasceu o quarto filho da perdição e a partir daí a vida do rei só piorou, pois Deus não aceitou esse pecado e matou o filho de Davi (2ª Samuel, cap. 11, versículo 26 em diante). Toda a sua família foi destruída pelo mal, como exposto acima.


Desse oitavo e último casamento nasceram: criança que morreu e que a bíblia não diz o nome, Simeia, Sobabe, Natã e Salomão(a criança sem nome foi o quarto filho problemático de Davi e Salomão foi o quinto).

As mulheres pagãs do rei Salomão





As tristes consequências da poligamia e da idolatria na vida de Salomão.

O harém de Salomão era constituído por muitas mulheres. Eram 700 esposas e 300 concubinas. O coração de Salomão parece ter endurecido para Deus na medida em que crescia o seu envolvimento com estas mulheres (veja 1 Reis 11.9). Alguns casamentos de Salomão eram parte de acordos políticos com países vizinhos, como no caso do seu casamento com a filha de faraó, (veja 1 Reis 3.1), da qual nós já falamos aqui num post anterior, ele construiu um palácio para ela e recebeu a cidade de Gezer como dote da princesa (1Rs 9.16) e, desse modo, garantiu uma relação amigável com o Egito. No entanto, o rei continuou a casar-se com mulheres estrangeiras mesmo não havendo mais necessidades políticas. Essas mulheres eram idólatras, devotas a Astarote, a deusa de fertilidade, cuja adoração incluía a prostituição cultural, e Moloque.

O próprio Salomão escreveu sobre a sabedoria da monogamia (veja Ec 9.9), porém, Salomão acabou por desviar-se dos caminhos de Deus, levando destruição e dispersão do reino quando seu filho Roboão torna-se rei em seu lugar. Além disso, sua família foi corrompida pois seus filhos não foram ensinados a guardar as leis do Senhor.

Fonte: Bíblia de Estudo da Mulher.

O poder de sermos chamadas de filhas de Deus


                     

                                   Evangelho de João
João 1.V11-Ele veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. 
V12-Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, 
ou seja, aos que crêem no seu Nome; 
V-13-os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, 
nem da vontade do homem, mas de Deus.

A mulher sábia

" A sábia mulher que, com sua atitude, livrou sua cidade de ser destruída!"

Há um versículo que "é chave" na vida de uma mulher:
"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos a derriba." (Pv 14.1)

Quando lemos 2 Sm 20, todo o contexto, encontramos no verso 16 em diante "uma mulher que, com sua sabedoria, ela não edificou apenas a sua casa, mas trouxe livramento pra toda a sua cidade, que se não fosse por seu discernimento, com certeza teria sido destruída e muitas vidas teriam sido tiradas, muitos inocentes sofreriam, porisso sua atitude foi considerada sábia." Essa mulher com certeza tinha sabedoria vinda de Deus, pois ela mesma declara mais a frente que era uma serva fiel e uma mulher pacificadora.

Quando Joabe, comandante chefe do exército de Davi pretendia invadir a cidade de Abel-Bete-Maaca onde essa mulher morava para perseguir e matar um inimigo do rei Davi chamado Seba, ela, percebendo que aquela invasão da cidade a destruiria, aproxima-se então próximo ao muro da cidade e grita de lá de dentro por Joabe, pedindo para falar com ele, ela desejava interceder por sua cidade, conforme está escrito:

v.20.16 "Então, uma mulher sábia gritou de dentro da cidade: Ouvi, ouvi; dizei a Joabe: Chega-te cá, para que eu fale contigo."

v.17 "Chegando-se ele, perguntou-lhe a mulher: És tu Joabe? Respondeu: Eu sou. Ela lhe disse: Ouve as palavras da tua serva. Disse ele: ouço."

v.19 "Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade e uma mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do Senhor?"

Essa "mulher que gritou" talvez seja o primeiro confronto de Joabe com alguém do sexo oposto numa batalha. Graças à ousadia e discernimento dessa mulher sábia, sua cidade, Abel-Bete-Maaca, foi salva de uma calamidade. Ela apelou diretamente para Joabe como comandante chefe do exército atacante, falando da boa reputação da cidade que ele estava prestes a destruir. Os habitantes de Abel eram homens e mulheres fiéis de Israel; a cidade servia de "mãe" para outros vilarejos ao seu redor e era um lugar conhecido por resolver pacificamente suas diferenças.

Essa mulher corajosa exigiu respeito pelo seu povo. Quando chegou a um acordo com Joabe, também persuadiu o povo a sacrificar Seba para salvar a cidade.

Fonte Aprendendo com as mulheres da Bíblia.

Rispa uma testemunha silenciosa

Apesar de  ter pouco ou nenhum controle sobre sua própria vida, Rispa ainda conseguiu manter seu senso de dignidade. ✽ Rispa, concubina d...